segunda-feira, 21 de maio de 2018

ERLAND OYE, C. C. Vila Flor, Guimarães, 19 de Maio de 2018

Descontando as oportunidades que, ao longo dos anos, não deixamos passar para uma qualquer festa com os Kings of Convenience, um tradição que vêm já da estreia por cá em 2006, esta era a primeira vez em que a primazia era dada a Erland Oye, o cromo decisivo para o êxito de qualquer um dos folguedos anteriores. Não era fácil, contudo, perceber previamente a estratégia, alinhamento ou programa a aplicar perante uma plateia ávida de animação e cheia de saudades das canções do duo norueguês. Anunciava-se um concerto acústico, a solo e as primeiras investidas, como sempre, soaram calmas, sérias e retiradas do manancial de faixas novas ou já editadas a solo ou com os Whitest Boy Alive, entre Bergen, Londres, a cidade do México ou Chile, o Rio de Janeiro ou Berlin e onde uma só, e quase irreconhecível, "Power of Not Knowing" dos Kings foi eleita. Mas a presença em palco de mais três microfones, um piano e mais algumas guitarras, deixava adivinhar uma qualquer surpresa que se deu com a entrada em palco da La Comitiva, um trio de amigos músicos da Sicília, ilha italiana que funciona como residência e refúgio de Erland desde 2012. Estavam lançados os primeiros foguetes! Com um cavaquinho, um ukelele, uma guitarra ou duas e até um oboé (clarinete?), o serão começou a ganhar os contornos habituais de boa disposição com versões misturadas de antigos e novos temas - recordamos "Paradiso", "Upside Down", "Bad Guy Now" e até o fantástico "For The Time Being" dos Phonique numa versão obviamente acústica a que só faltou juntar o "Sudden Rush" - mas houve ainda algum refreio com a execução de diversos instrumentais em jeito de experiências sonoras em desenvolvimento e até o convite a um cantautora brasileira recentemente descoberta em Lisboa para a apresentação de dois bem recebidos originais, um outro hábito que Oye não dispensa e promove (em 2009 por Braga foi Javiera Mena, chilena conhecida também em viagem). Surgiu depois o inevitável convite: a ocupação da frente do palco por voluntários que quisessem dispensar as cadeiras e o bailarico não mais parou, como podem confirmar no registo possível que aqui trazemos, e onde se incluíram um coro colectivo de parabéns a um dos elementos do staff e uma surpreendente versão de "Maneiras" de Zeca Pagodinho a culminar mais um excelente serão de saboroso pagode... de barriga cheia!

DUETOS IMPROVÁVEIS #207

GOLDFRAPP & DAVE GAHAN
Ocean (Goldfrapp)
Edição deluxe do álbum "Silver Eye", Julho 2018

quinta-feira, 17 de maio de 2018

MELODY'S ECHO CHAMBER, BOA VIAGEM SONORA!





















A melodiosa Melody Prochet, menina francesa que se esconde atrás dos Melody's Echo Chamber, surpreendeu meio mundo em 2012 com a consistência e qualidade das suas canções estreadas no então álbum homónimo, trabalho que fazia jus ao nome de baptismo premonitório e augurava um brilhante futuro artístico. A ajuda do namorada da altura, simplesmente Kevin Parker, o cérebro dos Tame Impala, ajudou, e de que maneira, ao êxito obtido e que seria devidamente confirmado ao vivo no Primavera da Invicta do ano seguinte perante uns poucos, mas bons, no palco Pitchfork. A vida parecia sorrir-lhe, a motivação para um segundo álbum era então enorme mas a linha ascendente pode não ser só um caso de quiromancia - o rompimento do namoro e uma queda nunca explicada o ano passado, aparentemente já na Suécia para onde se tinha refugiado na procura de inspiração e sossego (?), levou-a para uma cama de hospital por alguns meses com um aneurisma e algumas vértebras partidas, adiando, desde logo, a digressão então marcada e a saída do tal disco que, mesmo assim, teve um prometedor avanço de nome "Cross My Heart". Refeita e recuperada do susto, chega agora a hora de iluminar o trilho para o regresso com "Bon Voyage", título do disco que traça o caminho de uma jornada difícil nos confins de um floresta nórdica com a ajuda de gente dos fabulosos The Amazing, dos Dungen e até dos Pond, num extraviado triângulo das Bermudas musical. Aproveitando algumas demos do inacabado segundo disco ao lado de Parker, o resultado, a avaliar pela tripla de canções que já se podem ouvir, é desconcertante e sedutor e tem na versão púrpura em vinil prevista para meio de Junho uma peça de embalagem e conteúdo que parece irresistívelMhamm, mhamm...






quarta-feira, 16 de maio de 2018

KASSIN, NO RELAX!





















O nome de Alexandre Kassin é no Brasil um dos mais reputados produtores musicais mas que assume também uma vertente de artista que passamos a conhecer aquando do projecto "X + 2" ao lado de Moreno Veloso e Domenico Lancelotti. Nas três visitas ao Porto entre 2001 e 2007, confessamos que Kassin nos pareceu o elo mais fraco na apresentação ao vivo dos três discos resultantes da parceria, embora a sua presença animada, a simpatia e a sátira fossem mais que evidentes para o êxito de qualquer um dos espectáculos. Como compositor, Kassin sempre teve um leque alargado de canções para dar e vender a outros artistas arriscando o álbum a solo "Sonhando Devagar" em 2011, surgindo agora uma segunda investida chamado "Relax" na prestigiada editora Luaka Bop de David Byrne. Trata-se de um rol de temas descontraído e, isso mesmo, relaxante de retrovisor sonoro diverso onde o disco, o funk ou o tropicalismo recebem um caprichoso tratamento e em que as letras nonsense tão ao seu jeito são de uma irresistibilidade estonteante (basta ouvir "Digerido" ou "Comprimidos Demais"). Numa versão deluxe do disco realce para o tema "Estrada Negra" com a participação dos portugueses Orelha Negra, um prolongamento lógico de uma colaboração antiga que teve no Rock & Rio lisboeta de 2012, ao lado ainda de Hyldon, uma face bem visível. Impossível ainda não notar, na mesma edição, a versão de "Something Stupid" de Sinatra com a ajuda da amiga Clarice Falcão e cujo video abaixo merece uma imediata vista de olhos... coisinha estúpida!






UAUU #433

terça-feira, 15 de maio de 2018

SUPERORGANISM DE SECRETÁRIA!

PROTOMARTYR, RODA DA SORTE!





















A imensa vontade em tornar a ver os Protomartyr em cima do palco levou-nos a uma dedução arriscada sobre a sua suposta vinda a Paredes de Coura ainda este ano. Certo é que entre os muitos concertos agendados pela banda para a Europa em Agosto o trajecto não passa infelizmente por lá e, por isso, não temos direito a prémio... Só nos resta esperar e tornar a apostar mas pelo menos temos como consolação quatro novos temas para um EP de nome, lá está, "Consolation" gravados há precisamente um ano no Kentucky com a ajuda de Mike Montgomery que ao lado de Kelley Deal das The Breeders formou o projecto R. Ring e com quem tinham partilhado um split single de vinil em 2015. Vai daí, a menina foi convidada a participar em duas das canções que têm data oficial de partilha a partir do próximo dia 15 de Junho, tendo a primeira delas chamada "Wheel of Fortune" direito a video alusivo. Uma sorte. Sabem como se chama a outra? "You Always Win", nem mais!   

segunda-feira, 14 de maio de 2018

ANGEL OLSEN, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães, 13 de Maio de 2018
















Não é fácil escrever sobre o concerto de ontem de Angel Olsen, como não será sobre os de hoje e amanhã pela capital. A vida não é fácil, não está fácil e esse peso sentiu-se desde o início com a sua postura calma e algo sobranceira como que a sentir o espaço, o público e o discurso: nada de êxitos ou sequer o seu pedido (p.f. risquem "Shut Up Kiss Me") mas sim canções antigas, muito antigas, outras novas ainda sem nome a precisar de teste mas de filmagem interdita, justificando a razão do último registo "Phases", disco que reúne uma série de obscuridades e preciosidades a precisar de luz, muita luz. A fase é pois de pousio activo, de motivação e até, parece, de algum refreio no relativo sucesso de "My Woman" que nos foi apresentado com banda completa no Primavera Sound do ano passado. Não sabemos e até desconfiamos que a actual digressão a solo funcionará como um pré-teste às suas capacidades de renovação artística e inspiração que foi disfarçando entre goles de vinho tinto com apartes e histórias propositadamente inacabadas, lançando farpas que pareciam sérias sobre a vida, a maternidade ou a auto-estima medida em acrescidos centímetros diários (ups) e que mais não foram que inconsequentes prefácios do mais importante - as canções! Essas, desfiladas pelo toque sublime numa guitarra Gibson bem preta encostada a um vestido curto bem preto, continuam submersas numa patine tocante a que a plateia se foi silenciosamente enroscando, toldada pela voz, pelas diferentes vozes e tons, que só Olsen sabe entoar de maneira a nos enfeitiçar em lume brando até ao inevitável "White Fire", nome de pérola e excitante em forma de canção... everything is tragic, it all just falls apart

sexta-feira, 11 de maio de 2018

3X20 MAIO















ARCTIC MONKEYS, QUE PINTA!





















Dos Artic Monkeys nunca se saber o que esperar, embora o que queremos que continuem a fazer é boa música pop-rock. Já houve surpresas ("Suck it And See"), desilusões ("AM"), estranhezas ("Favourite Wors Nightmare") e até duas excelentes aventuras paralelas com os Last Shadow Puppets. O novo "Tranquility Base Hotel & Casino" que está hoje nas lojas constitui, entre todos, a maior e mais arriscada cambalhota artística da banda que vai dividir certamente muitos dos aficionados mas que a nós nos parece brilhante, tentador e bastante divertido. Confirma um Alex Turner ao comando da nave espacial - um piano e muita imaginação ficcional - numa lunática viagem sonora, como muito bem sugere o título e a capa, ao jeito de um disco a solo disfarçado de colectivo e com faixas de puro recorte vintage como "Star Treatment" ou "Four Out of Five" que apresentaram há poucos dias no programa de Jimmy Fallon. Reparem bem na pinta...




quinta-feira, 10 de maio de 2018

WHITE DENIM, DE TRÁS DA ORELHA!





















Os texanos White Denim já têm idade e fibra suficientes para jogarem numa primeira liga do novo rock embora a nossa previsão com dois anos que prometia um estouro global com o disco "Stiff" ao jeito dos Tame Impala se tenha esvaziado sem explicação. Tá mal. Mereciam e merecem mais atenção, sobretudo uma oportunidade para ao vivo confirmarem todo o talento dos discos, o que por estes lados ainda não aconteceu. Há quem, no entanto, consiga prever o futuro... cuidado! Talvez desiludida com o estado das coisas, a banda rompeu o contrato anterior e assinou recentemente pela City Slang de Berlin para a edição em Agosto de um oitavo disco com o título de "Perfomance". Na capa há um belíssimo desenho do artista conterrâneo Will Gaynor e lá dentro, como se confirma pelo primeiro single, aquele apelativo rock & roll de trás da orelha! 

terça-feira, 8 de maio de 2018

UAUU #432

DAMIEN JURADO, SUBLIME!

Já conhecíamos três das novas canções de Damien Jurado - a saber, "Percy Faith", "Allocate" e "Over Rainbows and Rainier" - do álbum "The Horizon Just Laughed" agora editado, todas excelentes, todas prometedoras, todas pré-clássicos instantâneos. Mas agora que o disco anda em roda livre pelos nossos ouvidos há uma delas que se tornou imediatamente irresistível - chama-se "Marvin Kaplan", nome do actor famoso pela participação no sitcom americano "Alice" falecido em 2016, tem um arranjo no disco que é simplesmente sublime mas ontem surgiu na rede uma sessão holandesa a solo onde, ali ao minuto 2:44, Jurado simplesmente à guitarra nos aplica um daqueles feitiços de que não queremos sair e que nos deixa a sonhar com um concerto seu na intimidade e profundeza de uma sala pequena. Vamos ficar à espera do milagre... 



segunda-feira, 7 de maio de 2018

BEDOUINE DE SECRETÁRIA!

KOZELEK POR KOZELEK!





















Atendendo à catadupa de discos quer em nome dos Sun Kill Moon quer em nome próprio, um novo álbum de Mark Kozelek acaba sempre por não ser uma surpresa. O primeiro do corrente ano, que antecipa mais dois previstos para o mesmo período, recebeu simplesmente o seu nome e foi composto em vários quartos de hotel da cidade de São Francisco como se adivinha pela fotografia da capa (não, desta vez não há canções sobre Portugal... aparentemente). Colaboram os amigos Steve Shelley e Jim White que repartem a bateria, o saxofonista Donny McCaslin que participa no primeiro single "Day in America" acerca do tiroteio de Fevereiro passado na Florida e onde podem ainda ouvir as palavras do actor Kevin Corrigan. O tema pode ser descarregado de forma gratuita no site dos Sun Kill Moon. A fertilidade criativa de Kozelek não tem travão e, para além de trabalhos em parceria prometidos para 2019 com os referidos McCaslin e White, há um disco de inéditos dos Sun Kill Moon para Novembro e uma intensa digressão a solo que parte já esta semana do Chile, passa pelo Brasil, Montenegro, Hungria e chega até à Finlândia (a propósito, curiosa a data de 29 de Setembro, grande dia, no Filmore de São Francisco onde terá Jessica Pratt como convidada e que é uma prova de vida da menina entretanto "desaparecida"). Aqui fica o video para o novo e biográfico (?) "Weed Whacker" incluído no disco a solo a sair na próxima sexta-feira na mítica Caldo Verde Records.


domingo, 6 de maio de 2018

LISA HANNIGAN, Teatro Cinema de Fafe, 4 de Maio de 2018

A noite primaveril de sexta-feira passada prometia muito mas a deslocação a Fafe envolvia, contudo, alguns daqueles receios que nos habituamos a ter quando as estreias são múltiplas: será que vai estar cheio, será que a sala aguenta, será que a artista vai corresponder, será que... e o som? Pois bem, meus amigos, o recital de Lisa Hannigan no delicioso teatro minhoto ("inside a delicious cake", como a própria bem notou) resultou num momento sublime de partilha, sintonia, boa disposição e, acima de tudo, na confirmação de um enorme talento para dar e vender. Quanto aos tais receios, eles acabaram logo que as luzes se apagaram para a magia a cappella de "Anahorish". Detentora de um songbook considerável que a levou até a esquecer a frase que inicia a lindíssima "Paper Bag" - falha colmatada pela sapiência de um fã atento e fiel - Hannigan apresentou-se com enorme simpatia e bondade, rodando canções de concha em concha e donde saíram, à vez, pérolas polidas por uma vincada limpidez e segurança da sua voz cristalina de fazer tremer os mais incautos. Fomos, somos uns sortudos!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

UAUU #431

RYLEY WALKER, BIZARRICE DA BOA!





















Aproxima-se a edição do álbum "Deafman Glace", o quinto de Ryley Walker com lançamento marcado para dia 18 de Maio na Dead Oceans. Para essa data está prevista uma festa de arromba e respectivo concerto já esgotado no Hungry Brain da natalícia Chicago, cidade que foi fonte de inspiração e constante referência para a construção bizarra das novas canções. A sua projecção envolveu, desta vez, uma abordagem mais arriscada onde a utilização de instrumentos inusuais e estranhos aliada a um conjunto de líricas surreais pretendeu estruturar de forma mais rígida os temas, deixando para trás alguma improvisação e alongamento que caracteriza os trabalhos anteriores e, acima de tudo, as apresentações ao vivo. Lá para o Outono a digressão, que agora terá início por terras americanas, chegará à Europa e está já reservada a data de 22 de Novembro para a apresentação na Galeria Zé dos Bois em Lisboa. Podendo, é ir sem falta!



quinta-feira, 3 de maio de 2018

DUETOS IMPROVÁVEIS #206

CIRCUIT DES YEUX & JULIA HOLTER
Fruits of My Labor (Lucinda Williams)
Great Scott, Boston, E.U.A., 6 de Março de 2016

quarta-feira, 2 de maio de 2018

JONATHAN JEREMIAH, BELOS DIAS!





















É só para o final de Agosto que está prometido o regresso aos discos grandes de Jonatahan Jeremiah pela PIAS Recordings alemã mas o certo é que o verão se adivinha certamente mais bem disposto! São onze novas canções reunidas num quarto álbum de originais que já tardava e que tem em "Good Day" um tema título sugestivo e jovial para suspirar pelo calor ou, pelo menos, mais dias de belo sol...

terça-feira, 1 de maio de 2018

CASH POR ELVIS COSTELLO!





















Em 2016 foi editada uma colecção de poemas, cartas e líricas para canções intitulada "Forever Words" que o grande Johnny Cash escreveu em vida mas que até aí permaneciam inéditas e obscuras, um volume que incluía o próprio fac-símile desses documentos e palavras de contexto elogiosas da autoria do premiado Paul Muldoon e do próprio John Carter Cash, filho único do mítico artista norte-americano. Recentemente, dezasseis destes inéditos ganharam uma segunda vida em forma de canções por um conjunto de artistas de peso mas cujo resultado final é um pouco desequilibrado e super-produzido. Há, no entanto, um tema que salva o projecto da autoria de Elvis Costello que em "I'll Still Love You" regressa a um nível clássico que nos habituamos a venerar. Irresistível!



segunda-feira, 30 de abril de 2018

MATCHESS + CIRCUIT DES YEUX, Auditório de Espinho, 28 de Abril de 2018

A história que Haley For aka Circuit des Yeux diz ter-lhe acontecido algures em 2016 que envolve, em determinado momento, um sombrio golpe de trevas seguido de um banho de luz níveo, marcou desde logo toda a inspiração que repousa no magnífico disco do ano passado "Reaching For Indigo". Foi essa peça de misteriosa matéria sonora que foi apresentado em Espinho perante uma plateia receptiva à surpresa e ao encantamento que haveriam de pairar por entre a escuridão da sala. Iluminado amiúde por ténues projecções laterais, o quarteto de serviço preferiu percorrer a quase totalidade do referido álbum respeitando o seu sugestivo alinhamento de forma grandiosa e que teve em "Brainshfit" e "Black Fly" um começo arrebatador. Aquela voz barítona de rara estranheza acelerou então, e sem contemplações, o caminho para o êxtase pretendido numa tensão crescente culminada em "Falling Blonde", um cume de rara beleza a dispensar qualquer encore. Ele acabaria, naturalmente, por acontecer envolvido por muitas palmas e já com um pouco mais de luminosidade em palco, como que sinalizando o fim da nebulosidade negra e a chegada de algumas abertas luzentes onde brilhou uma versão da grande Lucinda Williams. Excelente concerto!



Antes de se juntar à banda de Haley For e com uma única vela acesa a fazer-lhe companhia, a violinista Whitney Johnson aka Matchess teve trinta minutos para testar as suas experiências sonoras que envolveram cassetes audio em loop, a sua própria voz e uma viola de arco, uma espécie de violino mais encorpado. As texturas entoadas sugeriram uma densidade ambiental de carisma misterioso e obviamente negro que serviu como antecâmera funcional do concerto principal. 


UAUU #430