quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

KING KRULE DE SECRETÁRIA!

SAKAMOTO, IMAGENS E MISTURAS

O regresso este ano aos discos a solo de Ryuchi Sakamoto com "async" sendo um privilégio sonoro é também, como sempre, um fervilhar de desafios em crescendo. A partir dele foram já lançados dois projectos paralelos que se multiplicaram rapidamente, sinal do respeito e veneração que o artista mantêm intactos e robustos. Assim, o próprio organizou um concurso internacional de curtas-metragens a partir dos temas do disco que recebeu centenas de participações e cujos resultados serão divulgados na próxima sexta-feira. Entre elas escolhemos dois exemplares cintilantes - as propostas do brasileiro Eduardo Ávila para "solari" e do galês Siôn Marshall-Waters para o inesquecível "ubi".
Tomando partido das inúmeras colaborações que tem realizado ao longo da sua carreira artística, Sakamoto convidou ainda uma série de amigos para promoverem remodulações para os temas de "async". Através da Milan Records, há, por agora, dez reinterpretações disponíveis contando uma, a primeira, da responsabilidade de Oneohtrix Point Never para "andata" e outra, a última, de Andy Stott para "Life, life". Pelo meio, não falta a ajuda de Alva Noto, parceiro de seis álbuns desde 2002, estando já prometido um novo disco do duo para Março chamado "Glass".





UAUU #407

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

NADINE KHOURI, É COM OU SEM?

A sedutora Nadine Khouri vai regressar ao Porto para um concerto no dia 9 de Fevereiro, sexta-feira, no Passos Manuel. Atendendo que a menina vai realizar na véspera a primeira parte de Adrian Crowley marcada para o MusicBox lisboeta, o que acontece durante todo o primeiro mês do ano e início do segundo, isto quererá dizer que Adrian Crowley também toca na Invicta naquela data? Seria bom que sim...



sábado, 9 de dezembro de 2017

THOMAS FEINER, ÉS GRANDE!

O regresso de Matt Johnson/The The às canções, discos e concertos já por aqui foi saudado mas, como na altura realçamos, há uma colaboração com Thomas Feiner que queríamos muito ouvir na totalidade. Ela aqui está, finalmente, a cover de "This Is The Day" do principio até ao fim... do mundo! 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

É TEMPO DE NATAL!





















Na sequência de um primeiro volume lançado em 2012, emerge agora o regresso da compilação "Christmas Rules" na Europa ou "Holidays Rule" nos E.U.A. através da Capitol RecordsRepetem a adesão os The Decemberists e Sir Paul McCartney que surge, entre outros, ao lado dos The Roots e Scarlett Johansson numa curta versão a capella de "Wonderful Christmastime", original escrito em 1979 e aqui registado há um ano no incontornável programa de Jimmy Fallon, mania que vem já de 2015 e uma parceria que mereceu até uma rábula mais antiga! Mesmo não sabendo qual vai ser a surpresa deste ano, o certo é que o tema saiu já em single de vinil encarnado que já cá canta e tem ainda no lado B uma outra pérola de Horace Silver chamada "Peace" na voz de Norah Jones.



UAUU #406

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

YES, NOVO DISCO DE JONATHAN WILSON!





















Não foram poucas as vezes que por aqui tecemos loas ao mago Jonathan Wilson. Em cima do palco, nos discos em nome próprio ou como produtor de inúmeros outros artistas, Wilson espalha competência e sabedoria em todos eles, resguardando-se o suficiente de alaridos para só aparecer na hora certa. Pois bem, esse tempo está agora a chegar com um álbum novo de nome "Rare Birds" e cuja edição está marcada para Março pela Bella Union mas já com encomendas disponíveis. Como convidados há, entre outros, Lana Del Rey, Lucius e John Tillman aka Father John Misty, rendidos certamente ao talento do produtor e parceiro de estúdio e que nesta investida recorreu pela primeira vez a sintetizadores e drum machines, muito por culpa da influência de Roger Waters a quem ajudou no último "Is This The Life We Really Want", álbum entretanto nomeado para um Grammy. Aqui fica "Over the Midnight", o primeiro avanço onde são notórias as "novas" máquinas... 


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

ABBA, É UM MONOPÓLIO!



































A procura de presentes inesperados e diferentes levou-nos a isto - o célebre jogo do "Monoploy" em versão ABBA em que as ruas e as propriedades foram substituídas por canções/singles da banda sueca e onde não se pode construir casas mas sim estúdios! Os seis "mequinhos" são todos diferentes e, obviamente, relacionados com a banda, a saber, um chapéu de Napoleão, um disco de vinil, um telefone, um saco de dinheiro, uma guitarra e uma bota de tacão largo. Qual será a "propriedade/single" mais valioso? O "Dancing Queen" ou o "Money, Money, Money"? Must be funny...


FAROL #126











A lindíssima Joan Shelley, que tem no disco homónimo deste ano um exemplar raro de bom gosto e claridade parafinado por Jeff Tweedy, gravou duas versões à guitarra para as já célebres "Lagniappe Sessions" do mais que recomendável Aquarium Drunkard. A primeira, "I Would Be In Love (Anyway)", faz parte originalmente de um dos grandes discos esquecidos de Frank Sinatra chamado "Watertown" gravado em 1970; a segunda, "Night Comes On", funciona como homenagem a Leonard Cohen e tem a ajuda de Will Oldham. É por aqui...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

VAN MORRISON, INTEMPORAL!

Agora que chegou o mês do Natal, do stress das compras e do tempo frio, nada como um disco inteiro para pôr a rodar sem freio e preocupação - trata-se do trigésimo oitavo álbum de estúdio da carreira de Van Morrison chamado "Versatile" e nele podem ouvir-se dezasseis daquelas melodias "swingantes" que ficam sempre bem nesta época ou em qualquer outra e que vão de canções que adoramos na voz de Sinatra, Nat King Cole, Tony Bennett ou do aveludado Chet Baker a que se juntam quatro novos temas ("I Forgot That Love Existed", " Start All Over Again", "Only a Dream" e o clássico instantâneo "Broken Record"). Três meses depois de um outro grande disco, este de blues intitulado "Roll With Punches", não há enganar quanto ao efeito e perfume de tanta classe!





domingo, 3 de dezembro de 2017

(RE)VISTO #68





















GRACE JONES: BLOODLIGHT AND BAMI
de Sophie Fiennes, BBC Films, 2017
Festival Porto/Post/Doc, Teatro Rivoli, 2 de Dezembro de 2017
A mania dos documentários sobre figuras icónicas do mundo da pop tem no recente exemplo de Grace Jones um assinalável contraditório. Preparado ao longo de cinco anos, a entrevista e a narração habituais foram totalmente dispensados pela realizadora, apostando-se em contar uma história de vida simplesmente pelas imagens e diálogos. Entre concertos, caóticas sessões de estúdio, ou estadias luxuosas em suites de hotéis, é a viagem que Jones faz à Jamaica para conviver e recordar a sua infância em família junto da mãe que nos agarra pelo inesperado das situações, das paisagens e de algumas confissões polémicas de insegurança, abuso e medo. Mas Jones, em cima do palco, sempre foi uma performer incomparável quer na intensidade teatral quer nas coreografias e figurinos que usa e abusa de forma vistosa e atraente e que, ao vivo, se afigura um espectáculo intenso a todos os níveis - impossível não notar na segurança e brilhantismo da banda que suporta as suas canções. Tal como muitos artistas, atrás desta aparente fortaleza surge uma mulher vulnerável e sentimental que sempre seguiu, para o mal e para o bem, as suas ideias e vontades no mundo difícil e frágil da moda, dos filmes e da música e que uma versão disco de "La Vie En Rose" (a gravação do tema para um programa televisivo francês é no filme uma parte hilariante...) haveria de catapultar para a fama. Talvez o rosa, como confessado, tenha algumas vezes sido substituído pelo negro, uma mutação natural tendo em conta as sete vidas sem fôlego de Grace Jones que o filme, bem feito, aborda sem preconceitos ou tabus e que deverá ser um contributo decisivo para a reposição da justiça quanto à grandeza de uma artista tantas vezes desprezada.   



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

ZÉ PEDRO (1956-2017)















Desde que "O Cerco" começou a fervilhar, fomos um dos muitos que ganhámos asas num qualquer concerto dos Xutos & Pontapés. Depois, como já por aqui explicamos, recolhemos o lanço e mantivemos a distância. O Zé Pedro foi sempre o espelho da nossa satisfação ou delírio no sorriso quase contínuo com que, em cima do palco, recebia tamanha vibração, fosse num pequeno espaço de uma discoteca fosse em pleno Rock & Rio lisboeta, a última e quase involuntária vez que vimos os Xutos e onde acabamos a cantarolar a maioria das canções. Zé Pedro é, por cá, sinónimo de Rock & Roll e a sua paixão pela música - notória nos set's de Dj que presenciamos ou na procura incessante de mais uma palheta de um qualquer guitarrista para a colecção - deverá merecer de todos um imenso e eterno respeito. Paz!   



UAUU #405

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

MEMORABILIA #19
































Há mais de dez anos (!) quando começamos uma rubrica neste blog sobre memórias físicas da nossa paixão musical escolhemos, como tiro de partida, uma capa de argolas decorada com algumas das nossas bandas ou discos de eleição dos tempos de estudante pelo Liceu Rainha Santa Isabel em plenos anos oitenta. Tínhamos a certeza que a essa se juntava uma outra de recortes mais pequenos e muito mais variados e que só no passado fim-de-semana reencontramos em perfeito estado de conservação entre discos de vinil que tiramos de um armário. As explicações são as mesmas dadas nesse primeiro post sobre a dita Memorabilia... maluqueiras! Para que conste, aqui ficam duas das nossas predileções dessa época. 



ANNA ST. LOUIS, MISTÉRIO!






















A estreia da jovem Anna St. Louis está rodeada de uma série de mistérios de que é exemplo a existência de um canal de youtube mas sem videos! Vinda de Kansas City, onde se juntou a diversas bandas punk mas a viver em Los Angeles desde 2014, foi a beleza das suas canções registadas para um EP de demos em 2015 que chamou a atenção da recente editora de Kevin Morby, a Mare Records, uma subsidiária da Woodsist (Little Wings, Hands Habits, Woods). A delicadeza dos temas à guitarra foi agora registada para uma cassette (o único suporte físico disponível) de nome "First Songs", um conjunto magnífico de simplicidade folk ao jeito clássico que impressiona à primeira audição. Entrevistas, digressões ou páginas de facebook, isso são pormenores... 





Ainda na mesma editora, aproveitamos para chamar a atenção para o disco "Living Water" de Shannon Lay, álbum que marcou a estreia da tal Mare Records e uma paixão do próprio Morby contada na primeira pessoa. Lay, que é também guitarrista na banda Feels, não engana ninguém e é obrigatório ouvi-la de fio a pavio neste seu segundo trabalho!



terça-feira, 28 de novembro de 2017

PORTO/POST/DOC, JÁ ESTÁ A DAR!















A edição deste ano do festival Porto/Post/Doc teve início ontem e decorre até ao próximo Domingo pela baixa da Invicta, vagueando entre o Rivoli, os Maus Hábitos, o Passos Manuel e a FBAUP. Mantendo uma programação abrangente mas contida, da selecção destacamos a variante "Transmission" onde a música assume a atenção devida e que contempla, entre filmes, dj sets e concertos, uma inédita visão sobre o Festival Paredes de Coura chamada "Long Way From Home (How Did We Get Here?)" ou o recente documentário sobre Grace Jones. É ir!